ESPAÇO ECUMENICO DE REFLEXÃO
Meditação
A nova vida em Cristo
Pastor Handolfo Timm
“Portanto, o que vamos dizer? Será que devemos continuar vivendo no pecado para que a graça de Deus aumente ainda mais? 2 É claro que não! Nós já morremos para o pecado; então como podemos continuar vivendo nele? 3 Com certeza vocês sabem que, quando fomos batizados para ficarmos unidos com Cristo Jesus, fomos batizados para ficarmos unidos também com a sua morte. 4 Assim, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova. 5 Pois, se fomos unidos com ele por uma morte igual à dele, assim também seremos unidos com ele por uma ressurreição igual à dele. 6 Pois sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado. 7 Pois quem morre fica livre do poder do pecado. 8 Se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9 Sabemos que Cristo foi ressuscitado e nunca mais morrerá, pois a morte não tem mais poder sobre ele. 10 A sua morte foi uma morte para o pecado e valeu de uma vez por todas. E a vida que ele vive agora é uma vida para Deus. 11 Assim também vocês devem se considerar mortos para o pecado; mas, por estarem unidos com Cristo Jesus, devem se considerar vivos para Deus” (Romanos 6.1-11).
No texto citado acima, o apóstolo Paulo alude sobre a nova vida em Cristo, mas não se esquece de lembrar aos ouvintes, o perigo que a força do mal ainda possui. Por isso, ele cita a morte em relação ao pecado. Morrer para o pecado quer dizer que este continua existindo – pois quem morreu para ele fomos nós, mas ele não nos mantém mais no seu campo de atração. Não se trata, aqui, de um determinado tipo de pecado, mas da força do mal que, antes, nos motivava a fazer coisa que não queríamos e nem desejávamos. Quem não gostaria de estar livre das garras do mal?
Como se explica isso? O apóstolo Paulo não apela para a nossa boa vontade. O pecado é um opressor que tem bons argumentos para nos convencer. O apóstolo lembra que, pelo Batismo, passamos a estar “unidos com Cristo”. Quer dizer que, agora, estamos no campo de atração de Cristo, permanecemos sob seu domínio e, unidos com ele, na sua morte, estamos mortos para o pecado. Mesmo que este ainda continue agindo, ele perdeu o poder sobre nós.
Estar unido com Cristo significa: a nossa natureza pecadora não nos domina mais, não pode nos escravizar. Quem tem domínio sobre nós é aquele que veio nos salvar, a saber: Jesus Cristo. Ele já resolveu o nosso problema. Mas, será que nós já resolvemos o nosso problema com ele? As tentações vão continuar nos tentando afastar novamente do Senhor. Se nós resolvermos o nosso problema com ele, assim como ele resolveu o seu problema conosco, isto é, se nós permanecermos nele e nos fortalecermos constantemente com a sua Palavra e o seu Sacramento, podemos viver em novidade de vida, e o pecado não mais nos afetar. Diga não às tentações do mundo. Viva a nova vida em Cristo.
Oração: Senhor, cria em nós a mente, o coração e a vontade de vivermos uma vida que te agrade. Que o teu Espírito Santo habite em nós para vivermos cada dia conforme a tua vontade. Pai amado, afasta de nós a mente pecaminosa e ajuda-nos a dizer não as tentações do mundo. Amém.
Carta Encíclica do Papa Leão XIV: Magnifica Humanitas
Pe. Cristiano Segabinazzi
Acompanhando o contexto das transformações sociais e os impactos da inteligência artificial na vida humana, o Papa Leão XIV lançou a sua primeira Encíclica intitulada Magnifica Humanitas, com o subtítulo "sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial". O documento atualiza a Doutrina Social da Igreja para o cenário digital, cumprindo um papel histórico análogo ao da Rerum Novarum (escrita por Leão XIII na revolução industrial). De certa forma, é possível dizer que estamos passando por uma revolução digital onde meios de comunicação se tornam parte da vida humana e a Inteligência Artificial está na vanguarda do mundo em que vivemos.
Abaixo estão os pilares e as ideias centrais da encíclica dividida em três partes:
1. Discernimento do Poder Tecnológico
Progresso não é neutro: A Inteligência Artificial (IA) não é moralmente neutra nem apenas uma ferramenta inofensiva. O Papa alerta que ela carrega os valores de quem a desenvolve, exigindo transparência e responsabilidade.
Risco Tecnocrático: Há uma forte crítica a um sistema onde a busca por otimização, eficiência e lucro passa a subjugar a dignidade das pessoas.
2. A Centralidade da Pessoa Humana
Pessoas vs. Algoritmos: A encíclica destaca que, enquanto para um algoritmo o erro é algo a ser eliminado, para o ser humano o erro pode ser o início de uma mudança profunda e de aprendizado.
Relação e ternura: O futuro humano não deve ser reduzido a cálculos ou à mercantilização de informações pessoais (colonialismo de dados). A vida humana se baseia em laços sociais, na compaixão e na ternura.
Liberdade e Graça: O destino humano é orientado pela liberdade elevada pela graça divina, algo incalculável por máquinas.
3. Humanismo Cristão
Acolhimento da ciência: A Igreja não rejeita a ciência ou a técnica. Pelo contrário, acolhe-as como dons criativos que podem aliviar o sofrimento.
Orientação para o bem comum: O progresso deve estar orientado para a justiça, a paz, o cuidado dos mais frágeis e a proteção do planeta.
Dito isto, a encíclica nos orienta a refletir sobre a importância do cuidado da vida humana em benefício dos valores comuns que a cercam, tomando como ponto de relevância o contexto onde estamos inseridos, não devendo escravizar mas tornar sólido novas relações entre a sociedade e o progresso da vida humana.
Para um maior conhecimento consultar a integra da Encíclica Magnifica Humanitas, nas redes sociais.
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